Entrevistas

Spunk Entrevista: Chozin

Coroa dourada sobre madeira com a placa "Chozin"

Mesmo com pouco tempo de estrada se comparado aos dinossauros do jogo, Cho já construiu um legado de histórias marcantes no Tribal Wars. Hoje, a gente vai conhecer um pouco mais sobre o homem por trás do golpe... ops, por trás do teclado! E aí, essa história de golpes é só fama ou é real? Confere aí na entrevista!

  1. 01Todos nós conhecemos o Cho dentro do jogo, mas quem é que está por trás da telinha? (é pra se apresentar e contar um pouco que for possível sobre você, idade e essas coisas)

    Meu nome é Thiago, tenho 25 anos, sempre gostei muito de jogar qualquer coisa desde criança, seja no computador, videogame ou jogos de mesa.

    Curiosamente, eu não sou uma pessoa naturalmente paciente, mas foi justamente o jogo que me ensinou a desenvolver essa paciência. O Tribal Wars me ajudou a amadurecer muito na parte estratégica, emocional e até profissional.

    Hoje eu vejo que muitas decisões que tomo na vida acadêmica e profissional são reflexo do autocontrole que aprendi jogando.

  2. 02Quando você começou a jogar e como foi?

    Conheci o jogo com um amigo de uma igreja, joguei pouco tempo e parei. Depois voltei para ver como o jogo estava por curiosidade, no BR98.

    Foi ali que comecei a levar o jogo mais a sério. No 103 já estava liderando parte do elenco da Beta, e foi quando percebi que queria competir em alto nível.

  3. 03Jogando tribal wars você descobriu quais defeitos e quais qualidades?

    Jogando TW descobri que sou muito altruísta, o que considero um dos meus maiores defeitos, porém conheci pessoas "egoístas" que equilibram isso.

    Também percebi que tenho um forte autocontrole. Mesmo sob pressão, procuro manter a calma e tomar decisões racionais.

    Minha maior qualidade no jogo é a paciência, saber esperar o momento certo, seguir o plano e confiar no projeto.

  4. 04Impossível falar com você e não perguntar dos golpes, eu conheço o que foi contra a rip, existiram mais? Pode dar detalhes sobre este e outros?

    O 103 foi o único caso realmente diferente do padrão. Em outros momentos houve movimentações estratégicas que beneficiaram diretamente minha tribo, como o deband da SW e da SEF.

    Tribal Wars é um jogo político. Essa estratégia faz parte. O importante, pra mim, sempre foi agir pensando no melhor para quem está ao meu lado.

  5. 05Qual foram as maiores amizades que você já fez no jogo?

    Com certeza todo pessoal que joga na Favela. Gui, Diniz e o Pedro da Favela são os que mais considero desde o 110, a partir daí conheci uma boa parte do pessoal que hoje segue comigo desde o 115, Adriano, Epicz e Mandelinha. Pessoas que me seguem também desde o 106 como o Vigarista ( Nielli e Bruno ), Chapolim ( Pedro, Samuel e o Dariel ). Fiz também grandes amizades a partir do 115 e inclusive no 132, Wallace ( Vegeeta ), Xina, Allec, picalho.

  6. 06Não precisa citar nomes se preferir mas existem jogadores que você tem alguma decepção e qual motivo?

    Com certeza já tive muitas decepções, jogadores que não valem a pena mencionar. Prefiro focar nos que permanecem leais ao meu projeto.

  7. 07Existe algo no jogo que se você voltasse atrás não faria de novo? O que?

    Me arrependo de ter entrado no 120 logo após um mundo extremamente desgastante como o 115. Entramos muito mais pelo ego do que pelo preparo. Apesar disso, foi um dos mundos que mais me ensinou sobre planejamento e desgaste mental.

  8. 08Cho hoje é um personagem marcante dentro do jogo e muitas histórias são contadas, você acredita que existe um exagero no que contam a seu respeito ou é tudo verdade?

    O personagem Cho ficou conhecido por algumas atitudes polêmicas. Mas quem joga comigo sabe que eu me esforço para ser lembrado principalmente pela lealdade com os meus. Se os adversários falam, faz parte do jogo. O que realmente importa é a imagem que deixo para quem caminha comigo.

  9. 09Qual o br mais difícil que você enfrentou?

    Houve uma época em que eu dizia 110, mas o BR132 teve um inicio e um meio muito difícil, acredito que o 132 tem sido um dos nossos BR's mais difíceis, devido as dificuldades que passamos no começo do jogo.

  10. 10Liste adversários que você respeita

    Já foram meus adversários, e tenho amizade com eles, Mexttre e Tribal Fe. Luana, embora muita gente fale mal, resistiu bastante no 132 e tem meu respeito e também o JCARD.

  11. 11O que é o tribal wars hoje pra você?

    Hoje o Tribal Wars faz parte da minha rotina. Não é algo que recomendo para todos, porque competição em excesso pode não ser saudável. Mas, quando existe equilíbrio, é um hobby que traz satisfação e boas amizades.

  12. 12Pra finalizar você precisa deixar um presente pra comunidade, seja um modelo de GC pra deixarmos disponível pro público no nosso site ou tutorial sobre algo. O que você pretende deixar?

    Não sou o melhor criador de GC's. O que posso deixar para a comunidade é um pouco do que aprendi nos últimos meses.

    Existe um limite pra técnica e experiência no jogo, um mundo duradouro acaba vencendo quem aguenta mais. Maioria das tribos que perdem os BR's são por desgaste emocional.

    Não entre nos mundos por ego, sem descanso, todos os mundos são difíceis e é importante pensar no pior cenário possível sempre.

    O equilíbrio do líder reflete na tribo, autocontrole é o que desarma as bombas.

  13. 13Mande sua mensagem pra comunidade

    O jogo que amamos e odiamos vive de rivalidades, que saibamos competir com intensidade e sem perder o respeito. Os mundos acabam, as palavras que falamos ficam, as amizades, a reputação, a imagem. Espero poder continuar ajudando a comunidade de alguma forma em um futuro próximo.